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sábado, 3 de outubro de 2009

Perdida na ilha que a mim pertence ou não...

A cada dois meses ou mais vou voltando para contar as peripécias que me aocntecem. Desta vez fui "quase" obrigada a voltar ao "contenente" devido a irresponsabilidades de uma certa Instituição, ou melhor, funcionários da mesma. A verdade é que por ter ido até lá, à Cidade que me acolheu como residente, como cidadã, aquela que me trouxe muitas alegrias, algumas tristezas e apresentou-me àqueles que hoje são os meus melhores amigos... essa cidade fez-me pensar no conceito de ilha. Ilha, um bocado de terra rodeado por água. Voltei já à alguns dias e peloa primeira vez em 27 anos senti-me realmente numa ilha. Senti-me presa, sem meios para me deslocar, sem meios para chegar perto daqueles que estão longe. as distâncias são gigantescas e as pessoas parecem estar demasiado longe e sem meio de lá chegar. Não é fácil viver numa ilha, mas também não seria neste "contenente" que pretendo viver. Sito que, neste momento, não pertenço a lugar algum. E que a mim também nada nem niguém pertence. Os amigos voltaram a ser virtuais e muito daquilo que um dia existiu desapareceu sem se despedir...

sexta-feira, 8 de maio de 2009

A "retornada" que a casa torna...

Estou a planear o meu regresso... sou a "retornada" que volta à terra depois de anos de experiências novas, diferentes, boas e más. A volta não vai ser fácil, pelo contrário, voltar a casa dos pais nem sempre é fácil e voltar a ter horas para entrar e sair não é comigo. Volto porque preciso, preciso de estar com aqueles que mais gosto apesar de me assustar imenso todo o reboliço de situações que não sei se vou conseguir superar e aguentar. O bom remédio existe sempre... voltar para cá, não bem para cá mas para algum sitio melhor, sair de casa novamente e experimentar outras situações, outras vidas.
Não sei em mais o que pensar pois cheguei a uma fase da vida que não está fácil tomar decisões, e deixar-me ir com a vontade de ir para casa e regressar ao mundo que a mim pertence é complicado. Estou a deixar para trás os amigos, o que conheci e vou de encontro a uma vida que já não é igual à que deixei quando vim embora. Mas mesmo assim preciso de experimentar, tentar coisas novas e olhar para tudo de uma forma diferente, preciso de voltar e sentir se é a este sítio que pertenço. Simplesmente preciso...

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Coisas...

São demasiadas coisas ao mesmo tempo e não sei que fazer em relação a isso. Já falei algumas vezes das saudades de casa mas as saudades dos familiares e a impotência que sinto ao estar longe deles está cada vez pior. Estou tão longe que as pequenas coisas que eu controlava agora não posso fazer. Sei que sentem a minha falta e que neste momento precisam de mim e eu não sei qual a melhor forma de apoiá-los. As coisas não estão fáceis, pelo contrário, e não sei mesmo como ajudar.
Sinto-me triste. Apesar de tentar fazer ver às pessoas aquilo que estão a fazer mal parece-me que não entendem ou não querem entender. Preciso de ter uma ideia de jerico e dar a volta a esta situação mesmo estando longe. Ajudar à distância não é fácil mas tenho tentado dar toda a atenção que merecem. Gostava que eles não tivessem problemas e gostava ainda mais que soubessem lidar melhor com certas situações. Oh pa isto farta... são só problemas. se as pessoas fossem mais compreensivas era bem melhor, sentia-me menos impotente e poderia sorrir com mais vontade, e todos aqueles de quem gosto também.